SEMENTE QUE QUER BROTAR - INTERIORANAS (2026)
01 - O CHEIRO DA MEXERICA
Intérprete: Luiza da Iola e Nívea Sabino
Arranjo harmonia: Miguel Javaral e Gustavo Cunha
Arranjo percussão e bateria: Laiza Lamara e Julianismo
Baixo elétrico: Miguel Javaral
Guitarra: Gustavo Cunha
Congas: Laiza Lamara
Timbal: Laiza Lamara
Bateria: Valéria Santos
Bacurinha: Aruanā
Surdo: Julianismo
Sintetizador: Gustavo Cunha
Canto:
O cheiro
O cheiro,
que cheiro, que cheiro,
que cheiro, que cheiro,
cheiro…
da mexerica, cacacacacaca
da mexerica, cacacacacaca
O cheiro
Sedentos dedos
lhe puxam a vida
Cada gomo à mostra
uma ferida
As mexericas
espirram lágrimas de sumo
a cada casca
em despedida
E à medida (2x)
Poema:
Sedentos dedos
lhe puxam a vida
Cada gomo à mostra
uma ferida
As mexericas
espirram lágrimas de sumo
a cada casca
em despedida
E à medida
em que se descasca
o suor da fruta
encharca o corpo
que sente o suco
escorrer à boca
por mordidas findas
De gomo em gomo
não há saída
só resta o cheiro
da mexerica
Canto:
De gomo em gomo
não há saída
só resta o cheiro, que cheiro,
que cheiro, que cheiro,
que cheiro, que cheiro,
que cheiro, cheiro (2x)
da mexerica cacacacacacacaca
da mexerica cacacacacacacaca
da mexe. da mexe
da mexe. da mexe
da mexe, da mexe
da mexe, da mexe …
pra mexe, pra mexe
pra mexe pra mexe.
pra mexe, pra mexe
pra mexe, pra mexe …
Sedentos dedos
lhe puxam a vida
Cada gomo à mostra
uma ferida
As mexericas
Poema:
espirram lágrimas de sumo
a cada casca
em despedida
02 - MEU DENGO
Composição: Luiza da Iola e Nívea Sabino
Intérprete: Luiza da Iola e Nívea Sabino
Arranjo harmonia: Miguel Javaral e Gustavo Cunha
Arranjo percussão e bateria: Laiza Lamara
Baixo elétrico: Miguel Javaral
Guitarra: Gustavo Cunha
Congas: Laiza Lamara
Timbal: Laiza Lamara
Efeitos: Valéria Santos
Bateria: Aruanā
Surdo: Julianismo
Canto:
Após o beijo
não tem outro jeito
senão meu dengo
de te olhar
de te encostar
acariciar
e enxergar no olhar
que dia lindo
que cor mais viva
feijão gostoso
conversa boa
quero outro beijo
depois mais outro
perder o ônibus
sorrir à toa
sentir garoa
com as mãos laçadas
prometer nada
doar-se à amada
Meu dengo
Meu dengo
Meu dengo
Meu dengo
aiai meu dengo
oioi meu dengo
aiai meu dengo
oioi meu dengo
oooo….
Poema:
Após o beijo
não tem outro jeito
senão meu dengo
de te olhar
de te encostar
acariciar
e enxergar no olhar
que dia lindo
que cor mais viva
feijão gostoso
conversa boa
quero outro beijo
depois mais outro
perder o ônibus
sorrir à toa
sentir garoa
com as mãos laçadas
prometer nada
doar-se à amada
Canto:
Após o beijo
não tem outro jeito
senão meu dengo
de te olhar
de te encostar
acariciar
e enxergar no olhar
que dia lindo
que cor mais viva
feijão gostoso
conversa boa
quero outro beijo
depois mais outro
perder o ônibus
sorrir à toa
sentir garoa
com as mãos laçadas
prometer nada
doar-se à amada
Meu dengo
Meu dengo
Meu dengo
Meu dengo
aiai meu dengo
oioi meu dengo
aiai meu dengo
oioi meu dengo
oooo….
Meu dengo
03 - SEM MEDIR FALA
Intérprete: Luiza da Iola e Nívea Sabino
Arranjo harmonia: Gustavo Cunha e Miguel Javaral
Arranjo percussão e bateria: Laiza Lamara
Baixo elétrico: Miguel Javaral
Sintetizador: Gustavo Cunha
Flauta transversal: Gustavo Cunha
Congas: Laiza Lamara
Efeitos: Julianismo
Agogo: Julianismo
Bateria: Valéria Santos
Surdo: Aruanā
Caxixi: Aruanā
Canto:
Digo que a revolução
será debochada
Segue comigo
vai ser rimada
poetizada.
rimada,
poetizada,
debochada (2x)
Te apresento em versos
- a maior luta armada -
Negra dominando a fala e a palavra
por essa eu sei
Que cê não esperava (2x)
Fez de mim escrava
Fez de mim escrava
Filha da empregada
Fez de mim escrava
que procurava vaga
Fez de mim escrava
na escola "fraca"
Fez de mim escrava
que não era paga
Fez
Vim dizer que você fraquejou no plano
de oprimir a negrada
Lá na minha quebrada
a gente rima "favelada" com
Lá na minha quebrada
a gente rima "favelada" com
Lá na minha quebrada
a gente rima "favelada" com
" empoderada"
" empoderada"
" empoderada"
Negro é o poder!
Poema:
Sapatão é as minas
que irão te mostrar
que seu "liliu" na mão
diante do meu "não"
é uma piada
Ei, macho alfa!
- sofre não! Sofre não...!
Nenhuma mulher mais
independente da cor
ficará calada
enquanto houver outras violentadas
Violeta é a cor
que marca a luta
de resistência ao rocho
que ocê deixou
Preta nagô, nagôôô...
Vamos dizer do tanto
que Dandara lutou
Cê acha mesmo que só barbado
resistiu ao escracho!?
Eu sangro!
- Faça-me o favor!
Não passará, enquanto eu não passar!
Passar gritando,
denunciando
o mundo tosco
que nós criamos
A cada uma hora e meia
uma mulher é morta
Minha poesia
não mede a fala
que põe na cara:
O Brasil é o país que mais mata:
mulher preta
transsexual
e viadA
Canto:
Não passará, enquanto eu não passar!
Não passará, enquanto eu não passar!
Não passará, enquanto eu não passar!
Passar gritando,
denunciando
o mundo tosco
que nós criamos
Lá na minha quebrada
a gente rima "favelada" com
Lá na minha quebrada
a gente rima "favelada" com
Lá na minha quebrada
a gente rima "favelada" com
" empoderada"
" empoderada"
" empoderada"
Negro é o poder!
Negro é
Negro é
Negro é
O poder
O poder
O poder
O poder!
04 - AMOR DE JATOBÁ
Intérprete: Luiza da Iola e Nívea Sabino
Arranjo harmonia: Miguel Javaral e Gustavo Cunha
Arranjo percussão e bateria: Julianismo, Aruanā e Laiza Lamara
Arranjo vozes: Aruanā e Julianismo
Coro: Gustavo Cunha, Tacimira Fabiana do Carmo, Miguel Javaral, Julianismo, Valéria Santos, Laiza Lamara, Aruanā, Nivea Sabino e Luiza da Iola
Baixo elétrico: Miguel Javaral
Guitarra: Gustavo Cunha
Congas: Julianismo
Triângulo: Valéria Santos
Efeitos: Laiza Lamara e Julianismo
Bateria: Aruanā
Canto:
Sem cafuné a vida é seca
sertão de segunda a sexta-feira
Sem cafuné a vida é seca
sertão de segunda a sexta-feira (2x)
Comi pequi pra te amar
um cheiro de jatobá
aroma fez te afastar
as andorinhas do último verão
quiçá irão voltar
as andorinhas do último verão
quiçá irão voltar
semente que quer brotar
Poema:
Era mais confortável
eu me sentia bem
quando assumi o ato
sou eu o salto
me ergo com os pés descalços
sentada, gente de vida derradeira
ser forte é subir e descer ladeiras
sem cafuné a vida é seca
sertão
de segunda a sexta-feira
comi pequi pra te amar
um cheiro de jatobá
aroma fez te afastar
as andorinhas do último verão
quiçá
irão voltar
semente que quer brotar
você mente
também se afoga
quem aprendeu a nadar
mais valem as lendas
que ouvi contar
Canto:
Você mente
também se afoga
quem aprendeu a nadar
mais valem as lendas
que ouvi contar
Sem cafuné a vida é seca
sertão de segunda a sexta-feira
Sem cafuné a vida é seca
sertão de segunda a sexta-feira
Sem cafuné a vida é seca
sertão de segunda a sexta-feira
Sem cafuné a vida é seca
sertão de segunda a sexta-feira
