Luiza da Iola

LUIZA DA IOLA : o nome que resignifica a luta.


Interiorana, vinda do berço dos sem nome, sem posse, sem terra e sem o nome do pai. Filha de duas mães; uma que gera, a outra que cria. A primeira, mãe solteira, dá a vida, dá a passagem, dá o nome, dá  o axé “guerreira gloriosa”. A segunda; mãe viúva, dá a criação, influencia a identidade e inspira o sobrenome o “alvorecer”.

A filha criada; em berço matriarcal, ao lado de verdadeiras Yás, catalisa na força de duas mulheres o poder de gerar, criar, persistir , resistir e existir em solo patriarcal. 
Extraiu dos seios maternos, por puro instinto, a seiva que nutre todas as suas descobertas pessoais e artísticas.

Seu corpo negro  se apropria do ser. Uma mulher negra, em sua plenitude e ancestralidade advindas das memórias, da infância construída ao som de atabaques, alfaias e tamborins.É do universo da mãe criadora, que  advém suas influências afro sonoras.

Tradições, saberes, ritos, estilos e influências da música afro se conectam ao pop que, somados aos cantos sacros, que se transmutam no entrelace da oralidade, da música, do canto ancestral e dos discursos ácidos acerca do ser negro. Assim, forja fase na adulta, uma armadura feita do resgate de sua memória individual e coletiva. 

E dessa fusão Afropop, a cantora busca conduzir o seu público a um espaço afetivo; não somente físico ou emocional, mas que aja no sentido social, e que atue por meio dos sentidos, nas experiências que constituem a vida cotidiana.

A voz, cantada e falada é um canal onipresente que se deságua em notas agridoces nos palcos e para além deles.

Mas eu Voltei EP (2018)

A benção às mais velhas, a benção às mais novas, peço-lhes licença pra chegar!

O EP MAS EU VOLTEI é o resultado de produções feitas no período de hiato, enquanto fazia uma longa jornada em busca de mim mesma, minhas raízes, minha identidade, minha história e minha missão no mundo. Foram dois anos de busca intensa e incessante de respostas, em meio a arrebatamentos, batalhas e privações entre o final de 2016 até o início de 2018. SANKOFA “nunca é tarde para voltar e apanhar aquilo que ficou atrás” sintetiza todo o significado desse período.

MAS EU VOLTEI é um mergulho no passado ressignificando histórias, um retorno que realinha o presente e recria um agora que refletirá no futuro.

Agradeço imensamente a todos encontros que tive que me transformaram e me proporcionaram chegar até aqui. Agradeço cada mão estendida ao meu favor e em favor da minha arte. Ao fazer e construção coletiva que permearam todo esse processo de produção, feito por muitas mãos, por muitas parcerias de vida e de ofício. A todos que colaboraram direta ou indiretamente na conclusão deste trabalho o meu forte
abraço em agradecimento a tanto amor e amizade envolvidos.

Dedico esse trabalho em louvor a minha grande MÃE ANCESTRAL . Em honra à Memória de Lúcia Maria de Oliveira e Elvira de Oliveira minhas mães. E às meninas, mulheres e senhoras pretas que vieram antes de mim, que comungam do mesmo tempo que eu e das que virão.

01 - Mas eu Voltei

A canção MAS EU VOLTEI que dá título ao EP composta em 2016 e produzida em 2017 é o som de quem volta ao lar depois de anos de exílio, um pedido de perdão pelo auto abandono, pelo descuido consigo mesma. Um reconciliar- me, morando de volta no meu corpo e fazendo votos de fidelidade e comprometimento eterno com o auto cuidado. Com as bençãos de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO a música é um reinar sobre mim mesma, um honrar a todas que vieram antes, um ser senhora do meu destino e um vir a ser Rainha do meu próprio mundo.

Letra:
Mas eu voltei meu bem
Voltei pra casa
Mas dessa vez meu bem
Vim pra ficar

Desculpe meu amor voltei sem nada
É que gastei todos os bens
Lá fora, com outra coisa, outra pessoa,
Mas eu voltei  

E juro ser fiel ao nosso encontro
Amar-te e respeitar-te
Até o fim
Na saúde, na doença
Na alegria ou tristeza
Na riqueza ou pobreza
Até o fim         

Voltei pra casa
Voltei pra mim
Voltei pra casa
Eu voltei
a morar em mim


Ficha Técnica:
Letra, Música e Vocal : Luiza da Iola
Guitarras: Pedro Oliveira
Guitarra e Beatmaker: Miguel Javaral
Produção e Direção Musical: Miguel Javaral
Gravação, Mixagem e Masterização: Miguel Javaral

02 - Nêga (Part. Babu)

NÊGA, single lançado juntamente com o clipe, composto e produzido em 2017, reflete o trabalho de pesquisa sobre as influências da música africana na música americana e traz nas batidas a referência do gênero musical Kizomba originário de Angola . Ao mesmo tempo que faz um convite para a dança, também propõe uma reflexão sobre diversidade de gênero e a compreensão do afeto Afrocentrado como forma de resistência.

Letra:
Ai Nêga  a minha boca anda seca de um beijo teu
Ai ai Nêga já tem dias que teu nome não sai da minha cabeça
Ai Nêga eu ando vendo teu rosto em cada face
Sentindo teu cheiro em toda parte
Sonhando em te encontrar

Ai Nêga não nega
Esse meu bem querer
Ai Nêga vem depressa
Vem que tô louca
pra te ver

Repete tudo
Ai Nêgo ...


Ficha Técnica:
Vocais: Luiza da Iola e Babu
Bateria e Percussão: Juninho Percussa
Baixo: Miguel Javaral
Guitarra: Pedro Oliveira
Produção e Direção Musical: Miguel Javaral
Gravação, Mixagem e Masterização: Miguel Javaral

03 - Brincar de ir embora

O remix de BRINCAR DE IR EMBORA, composta em 2003, ganha uma nova roupagem com a participação do pesquisador musical e Beatmaker Célio Soró. Trazendo no Bass a influência da Soul Music gênero musical dos Estados Unidos que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 1950 e início da década de 1960 entre os negros. Esse uso apareceu justamente numa época de vários movimentos sociais, tanto com a revolução dos jovens, como os movimentos antiguerra e antirracistas. Por consequência, a música soul nada mais era que uma referência à música negra, independentemente de gênero. A produção musical feita em 2016, ficou por conta do coach e produtor musical Walmir Ferreira.

Letra:
Vamos brincar de ficar aqui
Vendo o dia amanhecer
Já que não temos nada mais importante pra fazer
Vamos brincar de caminhar junto
Sem destino certo pra que ter rumo
Se vai se vai se esconder
Se é tão bom te encontrar
Pra depois me perder
Vamos brincar de enrolar a madrugada
Te faço dançar e cantar a noite inteira
Quando o sono chegar, deixo as luzes apagadas
Pra ninar teus sonhos meu amor
Deixo as estrelas acesas
Não quero ver o sol acordar
Nem tão cedo o dia nascer
Pra que relógio pra despertar
Se o que mais quero é perder a hora
Detesto essa brincadeira
De te deixar
Brincar de ir embora


Ficha Técnica:
Letra e música: Luiza da Iola
Voz e violão: Luiza da Iola
Baixo: Célio Soró
Teclado: Walmir Ferreira
Produção e Direção Musical: Walmir  Ferreira
Bateria Eletrônica e Percussão: Walmir Ferreira
Mixagem e masterização: Estúdio Música Mais

IMPRENSA


Fotos em alta

Release

 

Fotos do site: Mariana Botelho

CONTATO

OUVIR/BAIXAR